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sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Votar não

O voto no não é um voto pela vida, a do feto em particular, mas também da mãe.
O voto no não é um voto pela responsabilidade dos actos, sexuais ou em sua sequência.
O voto no não é acreditar que há outra solução para uma gravidez indesejada além da "opção da mulher".
O voto no não é não desresponsabilizar a sociedade pelo destino dos filhos deste país.
O voto no não é acreditar que há outra solução.
O voto no não é lutar por uma sociedade onde o aborto não seja opção.

O voto no não é acreditar, acima de tudo, que a opção colocada a referendo não é uma solução para o problema do aborto.

domingo, 4 de fevereiro de 2007

Palavras de quem sabe

A minha mãe, ao referir-se ao aborto disse qualquer coisa como: "se o aborto ganhar vai ser abortos por aí até mais não" e "vai haver médicos a ganhar dinheiro como lixo".

Apesar de só ter a 2ª classe, diz algumas coisas certas.

Pensem e digam que não é verdade.

Será assim?

Resolvi ir ao site do assimnao. Fui à secção do "Sabia que" e encontrei alguns factos curiosos.

Um deles é que "Em 2005 houve 73 casos, e não milhares, de mulheres atendidas na sequência de abortos clandestinos". Apesar de podermos dizer que há mulheres que não vão ao hospital pela vergonha ou medo, ou acabam por morrer sem terem ido ao hospital, ou então aparecem noutros números, é de admitir, por extrapolação destes números, que os casos de complicações são reduzidos.

"O número de abortos clandestinos está calculado em 1800 por ano". É apenas uma estimativa, mas será sempre baseada em alguns dados e factos. Fica, assim, longe dos 20000 estimados segundo alguns movimentos do sim.

"62% dos abortos realizados em países europeus com legislação semelhante à pretendida em Portugal, são realizados por mulheres com rendimentos familiares superiores a 65.000 euros por ano" e "6% dos abortos realizados em países europeus com legislação semelhante à pretendida em Portugal, são realizados por mulheres com rendimentos familiares inferiores a 7000 euros". Estamos, então, a falar de um elevadíssimo número de mulheres com rendimentos elevados e de um reduzido número com rendimentos baixos. Será que são mesmo as mulheres de fracos recursos que irão recorrer ao aborto?

"Em 2005, a média de filhos por casal foi de 1,5, tendo-se registado apenas 109.000 nascimentos, permanecendo abaixo do nível de renovação das gerações (2,1)". Com a liberalização do aborto podemos vir a assistir a um ainda menos número de nascimentos, o que colocará, a médio/longo prazo, problemas demográficos ainda maiores. O aborto não será, na situação actual, a solução, mas certamente irá ajudar.

"Em todo o mundo, o aborto sem invocar qualquer razão é permitido em 22 de um total de 193 países". São uma clara minoria.

Queremos um país onde o aborto acaba por ser praticado, na sua maioria, por mulheres com elevados rendimentos? Devemos vir a ser um dos poucos países onde o aborto seja livre?

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

Ronald Reagon disse...

"I've noticed that everybody that is for abortion has already been born."

traduzindo: "Reparei que todos aqueles que são a favor do aborto já nasceram."

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Porquê o aborto

Encontrei esta posição que reflecte aquilo que eu penso sobre a questão:
Podia fazer a cruzinha no "não" por defender a vida. Mas não é só por isso que digo "não" ao aborto, ou interrupção voluntária da gravidez.
Digo "não" porque existem várias formas de impedir uma gravidez indesejada. E a maioria destes métodos contraceptivos são conhecidos.
Agora, se um homem e uma mulher têm relações sem protecção, das três uma. Ou pretendem ter prazer máximo, ou querem um filho ou estão embriagados.(se fosse violação a lei já permite o aborto).
Então, para quê referendar isto? Decidir abortar só porque não se tomaram precauções? Ou porque não se pode estar grávida no emprego? Ou porque o "apetite" de ter um filho mudou?Que raio é isto?
Matar... só a pensar em si própria. Mulheres... vocês têm dentro de vós o espirito materno... O aborto custa... não sofram por isso...Evitem-no...
in Huum e tal... NÃO